A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

APRESENTAÇÃO ........ HOME ........ INICIAL ........EDITORA........ VIDEOS........ GRUPOS........ GLOSSÁRIO

terça-feira, 11 de maio de 2010

Iniciação, Regimes & Estados: analogias raciais


O ofício do sábio é colocar ordem nas coisas.
Aristóteles, I Metafísica, II, 3

“Assim como é em cima é em baixo”, é uma consagrada sentença hermética, cabendo acrescentar não obstante, que esta unidade visa fomentar uma condição média ao reunir o superior e o inferior, como expressa a mesma “Tábua de Esmeraldas”.
Assim, existe uma analogia permanente nas evoluções do Microcosmo, do Mesocosmo e do Macrocosmo. Podemos tomar como parâmetro básico a evolução racial, mais ou menos nos termos que a Teosofia ensina. A Teosofia em geral tem uma forte influência em nosso trabalho, especialmente nas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey.

Porém, procuramos dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Fato é que, em matéria de política e sociologia, os místicos ainda têm muito a aprender; mesmo em termos de etnologia, antropologia e paleontologia, os seus conceitos são nebulosos e pouco científicos. Tudo isto deve ser corrigido à luz da Ciência, mas também oposto é verdadeiro: de algum modo, o Mistérios contém um sem-número de informações precisas para integrar o corpo do Saber universal, mesmo nas áreas de direto interesse da Ciência. Esta é a origem da nossa “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos.

Ora, falar em ciclos é evocar realidades estruturais, quiçá matemáticas e astrológicas, platônicas e pitagóricas, enfim, coisas ante as quais muita gente torce o nariz, julgando se tratar de um enfoque “estereotipado” da vida, como se fosse possível analisar as coisas através de “sistemas” estanques, quando vemos o quanto tudo é na verdade muito mais complexo...
Na verdade, as Ciências dos Ciclos tampouco são assim “tão” simples; inclusive se costuma a respeito, falar sobre a existência de “ciclo dentro de ciclos” – e na presente matéria, teremos a oportunidade de sentir o “sabor” exótico destas idéias. De modo que apenas isto, já demonstra o quão complexas podem chegar a ser as coisas. E nem seria tudo, existem outras variáveis, inclusive de sucesso e fracasso, desvio e erro, e assim por diante.

Devemos afirmamos categoricamente, então, que a questão se assemelha muito, na verdade, à Ciência do Clima, que apesar de todos os equipamentos que se possui hoje, ainda reserva não poucas surpresas aos analistas. Ainda assim, vale a pena, é importante e é possível erigir uma Ciência da Meteorologia, porque sempre existe muita coisa “geral”, cujo conhecimento já nos permite levar com bastante maior facilidade a vida, mesmo devendo sujeitar-nos a certa cota de variáveis e imprevisibilidades.
Estes saberes edificaram épocas inteira da História –épocas de grande ordem e estabilidade, felicidade e realização-, e se acham presentes nas culturas tradicionais e no esoterismo. Isto não significa, todavia, que tais “fontes” ofereçam muito conforto e segurança ao moderno investigador da matéria, antes pelo contrário. Pese as dificuldades já inerentes do tema, ele ainda se deparará com a raridade de informações confiáveis e intelectualmente coerentes, antes encontrando véus e superstições, assim como silencio e ignorância, além de muitas vezes topar apenas com traços arqueológicos do assunto.

Os nossos trabalhos, contudo, têm se direcionado de forma especial para tudo isto, a partir destes resquícios e vestígios, dentro de um campo quase virgem, consagrados-lhe seguramente os nossos maiores esforços, visando decodificar, reunir e apurar sistemas de diferentes naturezas, preenchendo tais coisas boa parte da mais de uma centena de obras legadas à posteridade.
Ora, mais do que associadas à cor-de-pele, as raças são realidades diretamente relacionadas às classes sociais e seu modelos culturais, assim como, numa esfera maior, às Idades do Mundo sobre elas edificadas. Vejamos as seguintes “estruturas”:

[1 geração = 40 anos]
4+1 ciclos gerações = 1 ciclo social (200 anos)
1 ciclo social = 200 anos
4+1 ciclos sociais = 1 Idade Mundial (Mil anos)
4+1 Idades Mundiais = 1 Raça-Raiz (5 mil anos)
4+1 Raça-Raiz = 1 Ronda mundial (26 mil anos)

Tais “ciclos sociais” se referem aos ciclos “estruturais” das classes, na seguinte ordem: proletariado=>burguesia=>aristocracia=>clero. As raças seguem na mesma sequencia, mas as Idades obedecem a uma ordem inversa: Ouro=> Prata=> Bronze=>Ferro. E estes 4+1 que se reproduzem acima, indicam a necessária unidade da transição dos ciclos, ocupando 20% do período, 10% iniciais e 10% finais.

O ciclo “social” de 200 anos é a chave central deste esquema, que na verdade está associado de uma forma esplêndida aos ciclos de conjunções de Saturno e Júpiter, os “Cronocratores” ou os Senhores do Tempo da Tradição Ocidental, nas suas divisões sinódica, primária, secundária, terciária, etc. Na verdade, “adaptamos” somente o período da geração acima, para se ajustar ao esquema geral, já que o ciclo primário é de 60 anos ou “três gerações” (bisavós é algo que realmente mal conhecemos), mais 20 anos de “transição”, o qual é, na verdade, a grande Unidade deste ciclo todo (ou sua base sinódica), identificada ao ciclo katun dos maias-nahuas. O ciclo de 40 anos tem, no entanto, forte tradição no judaísmo, assim como o de 50 (“quatro gerações”), onde recebe uma conotação de renovação social (“jubileu”), comum também entre os maias-nahuas, onde representa uma escatologia de renovação, o “Fogo Novo”.

Uma raça-raiz é o domínio amplo de uma categoria social, sob o pano-de-fundo da Revelação divina, forjando civilizações e subordinando as classes restantes aos seus próprios interesses, coisa que no decurso da evolução encontra espaço para a legitimidade no rol da edificação racial, uma vez que em cada ciclo existem aquelas classes que já estão formadas e aquelas classes que estão embrionárias, tocando daí à classe emergente a primazia na condução das coisas.
Tal coisa determina um Regime social dominante em cada raça-raiz, ao mesmo tempo em que a formação social e as Idades dentro de cada raça, determinam um complexo rodízio de regimes, tudo recomeçando em cada ciclo, de forma semelhante a como cada ser humano que vem ao mundo necessita começar a sua evolução espiritual desde o princípio, independente daquilo que supostamente possa haver sido “em outras vidas”.

É possível levantar, daí, uma ampla corroboração à presente tese. A tabela abaixo começa a sua classificação a partir daquela que é chamada de “a primeira raça-raiz” humana, nos meios teosóficos, que é a raça Lemuriana. Sucede que a organização superior humana, começou num momento em que se diz que Shambala surgiu na Terra (através da manifestação do primeiro avatar, Sanat Kumara), determinando uma associação entre a Hierarquia e a Humanidade. Por definição, uma raça-raiz é “uma humanidade governada ao nível da alma” (Alice A. Bailey), de modo que a humanidade apenas começou a evoluir espiritualmente, ou dentro de um tempo não-linear, a partir do momento em que a Hierarquia pode presidir os seus rumos, dando-lhe orientações ao modo como os mestres fazem com os seus discípulos. Esta influência propicia o fomento da chave-da-união, determinante para toda a evolução coletiva, no momento em que o ser humano alcança olhar para além de si mesmo,
Eis o quadro geral desta evolução, nos três “cosmos”, dentro da atual evolução cósmica humana:

RAÇA   INICIAÇÃO   REGIME   ESTADO    UNIDADE

1. Lemúria (negra) Noviciado Democracia Clã Social
2. Atlântida (amarela) Discipulado República Nação Econômica
3. Aryavartha (branca) Iniciado Monarquia Continente Política
4. Telúria (vermelha) Iluminado Teocracia Planeta Humana

Assim, no começo tudo começou na condição da descoberta espiritual do noviciado, sob a manifestação da divindade, levando as pessoas a se associarem em pequenos grupos, dentro da unidade social da tribo (semente do atual conceito de “município”), que é o espaço que alcança ser então organizado, centralizado por clãs dedicados a divindades tutelares, semente do Estado e cujo espaço era no entanto impessoal e a forma de vida nômade. Ali nasceu a Democracia, o direito humano e o respeito ao próximo, base do convívio social e da própria hierarquia legítima. Isto aconteceu inicialmente na raça Lemuriana ou negra, surgida na África.

A partir desta base produtiva organizada, se ampliou gradativamente o alcance social, fomentando redes-de-trocas e especialização de atividades, dando origem a uma burguesia e fomentando o sedentarismo, originando a criação e a fixação das aldeias (base da “província” moderna). A crescente intimidade com Deus fomentou o amor e a devoção, dando lugar ao discipulado. A ordem social evoluiu para República, visando fomentar a unidade econômica no contexto espacial da Nação, surgindo a hierarquia social e a representatividade social. Isto aconteceu inicialmente na raça Atlante ou amarela, surgida nas Américas. Cada raça possui um regime dominante, e o simples fato da República ser quase uma exceção histórica e integrar as Idades menores da Terra, já diz muito sobre a sua importância relativa.

Com o crescimento econômico e a complexificação social, assim como o fanatismo religioso crescente, os atritos entre os grupos se acirrou, sendo necessário elaborar uma estrutura social defensiva. Esta é a origem da verdadeira aristocracia (diferente dos soldados mercenários que são uma força bélica de ataque), encontrando na Monarquia a forma ideal de governo, encabeçado por grandes heróis nacionais, tendo em vista a busca da unidade política. Ao mesmo tempo, tudo isto incitava a renúncia e o valor pessoal, o conhecimento interior e a iniciação. Para terem mais força ou resistência, assim como sob incorporação forçada, muitas nações se reuniram dando lugar aos impérios, visando organizar e unificar os Continentes. Isto aconteceu inicialmente na raça Árya ou branca, surgida nas Ásia, sendo este então o nosso quadro histórico mais recente.

Finalmente, surge a nova raça em ascensão: Telúria, nas Américas, na qual se expressará em plenitude as instituições religiosas. A força política e militar avança a ponto de ameaçar o mundo, tornando necessário estabelecer um Estado mundial, visando a unidade toda a família humana. A religião retorna com força e como prioridade para sutilizar os valores e como elemento autônomo de especialização humana, caminho científico de auto-realização capaz de induzir à própria iluminação. É chegado o momento do amadurecimento das instituições do clero, afastando em definitivo os vetos ao matrimônio religioso, salvo sob opções pessoais, uma vez que as almas-gêmeas estarão finalmente disponíveis em escala social. 

Tal coisa permitirá o surgimento de uma Teocracia racial, coroando a condição humana e preparando a raça humana para a sua auto-superação, na chegada do Reino de Deus, onde as perspectivas espirituais remeterão ao Adeptado universal. Pois a verdadeira Teocracia é o governo dos Adeptos, já que na esfera humana ela vira uma Clerocracia, tal como o Império solar vira uma simples Monarquia, pese os esforços realizados nesta direção. A nova raça será, pois, a completação do corpo social planetário, a integração das bases do Manu cósmico, permitindo ato seguinte a ascensão planetária e a superação da condição humana, tema central da nossa obra “Merkabah – a Cúpula de Cristal”.
.
Em “Crise, Regeneração e Evolução do Estado”, LAWS
.

Nenhum comentário:

Postar um comentário