A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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terça-feira, 11 de maio de 2010

A Quinta Ronda Mundial *


O tema a seguir, está estritamente ligado à toda a questão da Mercabah, enquanto veículo para a ascensão dos homens e da Terra. Trata-se da abordagem temporal-calendárica objetiva do tema, ao passo que a aproximação espacial-arquitetônica é feita através do mistério da pirâmide.

Tem sido anunciado desde há muito a chegada de um "Novo Mundo". Porém, o que isto realmente significa, na sua acepção mais ampla? E como coordenar tempo e espaço nisto? Na matéria a seguir, encontramos uma abordagem de um dos mais grandiosos temas da Astrologia Esotérica e da Ciência dos Ciclos: a questão das Rondas, no caso, já voltada para o ciclo futuro e, portanto, seguindo a pauta das profecias.**

Com a virtual extinção da IVª Ronda planetária, devemos tecer algumas considerações sobre a nova Ronda -a Vª-, cujos primeiros passos se ensaiam já hoje com a chegada de ciclos intercalares ou de transição, como são a Nova Era e a Nova Raça.

Contudo, explorar detalhes sobre a Vª Ronda é sobretudo um exercício de futurologia, e isto pode ser realizado em termos de princípios através das estruturas de ciências sagradas como a da Astrologia. Foi este, por exemplo, o método empregado para conhecer retrospectivamente a maior parte dos elementos da própria IVª Ronda que estamos concluindo, quando os sábios hindus levantaram a relação dos Avatares de Vishnu, os quais estão notadamente representados por símbolos astrológicos tradicionais (leão, javali, tartaruga, etc.- ver Revista Órion n° 8, artigo "A Astrologia Divina"). Algo semelhante pode ser feito prospectivamente para a ronda futura. Mas nos limitaremos a comentar acerca de sua natureza espiritual e sobre alguns aspectos da formação de suas raças-raízes, assim como a respeito de certas manifestações históricas que tem já emergido sob um ou outro aspecto, trazendo de algum modo à luz a potência das novas energias.

Para isto, outra ciência importante para esclarecer a natureza espiritual da nova ronda é a Alquimia. Neste caso, devemos invocar especialmente a 5ª Iniciação e seus mistérios de síntese (ou a maestria) como predominantes ou universais no ciclo cósmico vindouro, tal como a 4ª iniciação e o sacerdócio representaram o fundo-de-cultura da presente ronda terminal. A IVª Ronda correspondeu com exatidão à formação do chamado homo sapiens, que um dia será mais corretamente chamado de homo religious, ao passo que a nova, a Vª Ronda, corresponderá à formação daquele que poderá ser chamado de o verdadeiro homo sapiens (o atual já é chamado homo sapiens sapiens).

Através da Cosmologia racial, podemos empregar o estudo das raças-matrizes para conhecer os caminhos dos novos tempos, ou sejam, aquelas raças que têm servido de base para a nova fundação cósmica.

Finalmente, a Hierofania nos proporciona os grandes signos da renovação, sejam históricos ou simbólicos, presentes nos dias da Grande Mutação, investigando a natureza dos Avatares e reunindo todas as restantes ciências sagradas. Aquilo que vamos apresentar aqui não é propriamente o dharma da hierarquia e nem da humanidade, cujos cânones são relativamente diversos e matizados por suas próprias esferas, e sim de Shambala, cujo dharma serve de pano-de-fundo para todas as evoluções menores, tal como uma canção apresenta uma nota-base para as suas variações melódicas. A nota musical da Vª ronda é sol, palavra extremamente significativa e que confere mais um sentido para a expressão "solar" neste plano de energias. O praticante interessado em acelerar cosmicamente as coisas pode pensar em fazer vibrar esta nota.

ANTECEDENTES & TRANSIÇÃO

SABEMOS QUE A IVª RONDA se rege pela natureza essencial da energia do Amor, da Arte, da Magia e da Harmonia-Mediante-o-Conflito. Tudo o que se desenvolveu neste ciclo foram aspectos destas energias negativas (ou femininas), mesmo quando parecia dela divergir sob seus sub-ciclos de energias ímpares ou positivas de conhecimento ou poder.

E aos poucos, a humanidade aprendeu e assimilou a energia do amor, a ponto de aceitar o Deus de Amor e a buscar a Harmonia entre todas as coisas da criação.

Hoje o mundo se depara novamente com uma grande mudança de energias cósmicas. A energia dominante é novamente masculina, porém de ordem superior. A Terra está superando a etapa intermediária da cruz, de modo que a nova esfera mundial emerge em patamares positivamente sagrados ou sublimados... Anova imagem da deidade será assim a do Maestro Cósmico, aquele que irradia sabedoria universal e ciência libertadora, capaz de organizar o mundo de forma superior, ao valorizar cada aspecto da criação como uma emanação potencialmente sagrada, tratando de organizar os elementos -naturais, humanos, raciais, espirituais, etc.- numa grande sinfonia ou composição cósmica.

O Deus da Vª Ronda é também o Imperator Universal (Chakravartin), em termos cósmicos, e na medida em que esta imagem de poder possa ser aplicado a um Hierarca cujo reino "não é deste mundo". A profecia do Cristo Pantocrator, valorizada no judaísmo e no cristianismo ortodoxo, apresenta efetivo fundamento enquanto princípio.

Seguindo este supremo Modelo, na nova ronda o homem se afirmará basicamente pela ciência superior, tal como o homem atual se afirma pela religião. Se a obrigação maior das humanidades da Quarta Ronda foi a de respeitar a religiosidade, o grande dever dos seres humanos vindouros será o de serem dignos do conhecimento superior e inspirado, isto é, atuar de forma coerente com os fatos conhecidos e comprovados segundo uma lógica superior e em parte revelada.

Ou como diz uma profecia: "Quando chegar a hora em que a luz da alma revelar o antahkarana (a ponte entre a personalidade e a alma), os homens serão conhecidos por seu conhecimento" (Alice A. Bailey, Psicologia Esotérica, pg. 28). Ao consolidar a sua ligação com os planos superiores, o homem-espiritual se revelará por expressar o conhecimento, por sua fidelidade à verdade e pelo amor aos detentores do saber, seus guias para o Infinito. Pois, num outro nível, esta luz é também a Hierarquia.

Não se necessita ver isto como um retrocesso e recolocar a fé acima da razão em função da raça emergente ser devocional-idealista (6° Raio). Ser coerente com o saber é uma forma de fidelidade superior. Conhecer o conjunto das leis da criação é algo infinitamente positivo e libertador, porque a criação é essencialmente sagrada. Se a ciência é empregada hoje para sustentar atitudes menores por parte da humanidade, isto se deve em grande parte à própria distorção da ótica moderna, na medida em que é conduzida pelos desejos pessoais, acima de um amor incondicional às Verdades puras da Criação, incluindo a crença em algo mais que a materialidade em si. A compreensão da forma foi o dharma da civilização árya. A nova raça deve adentrar a natureza da energia.

A intuição superior advinda dos planos angelicais está resgatando a ciência dos laços da racionalidade estrita presente no ocaso da cultura árya, para levá-la diretamente a um novo patamar de saber. Afinal, o homem de amanhã conhecerá realizações maiores e será convidado pela hierarquia a ampliar os seus horizontes, oferecendo ela próprias as provas de que necessita para a mudança necessária e, por consequência, para a libertação da terra.

Atualmente estamos já vivendo parte das novas energias, até porque foram se manifestando ao longo da raça árya, que no seu ocaso manifestou uma potente expressão cármica-purgativa através do Nazismo, o qual, mesmo sendo a antítese do Império de Luz, com seu racionalismo estreito e seu culto racista e à beleza materialista, deu mostras de uma energia não de todo estranha ao mundo futuro, que é a energia do poder e da universalidade -neste caso, ainda obscuramente maculado pelo racismo e pelo nacionalismo.

Na nova ronda o poder estará a serviço do conhecimento libertador, mas o perigo da emergência da tirania e do império das trevas se manterá enquanto a luz não estiver solidamente estabelecida. O poder da luz será imensamente revelador, mas tão grande como ele será o perigo das trevas, especialmente nas etapas iniciais. A Loja Negra termina sendo um anteparo necessário contra o desleixo pela evolução, sendo a "garantia" ou, antes, a prova de que não existe lugar para o "vazio" no universo. Pelo contrário, o mal procura ocupar todos os espaços disponíveis, inclusive organizando-se de forma criteriosa, valendo-se de expedientes os mais diversos -especialmente o da hipocrisia- e dominando as formalidades e os "caminhos da terra" como ninguém, destacando-se em instituições como a da política e da economia, assim como em atividades de apoio como a jurídica e o exército.

Esta sina foi aprendida e ensinada pela raça árya, cujos homens foram homens de ação. Nisto, eles entenderam perfeitamente que "para que o mal vença basta que o bem nada faça". É verdade que, com a passagem da IVª Ronda, a Terra terá ultrapassado a sua etapa mais crítica. Mas isto não é razão nenhuma para a acomodação. Com tanta energia no ar, a Loja Negra fará de tudo para dominar o mundo. Caberá aos Filhos da Luz aprenderem a usar de forma positiva o poder (político e espiritual), para o que as instituições áryas foram uma preciosa escola, e por ora nada mais que isto.

Existe uma luta em andamento, e perfilar-se unidos em torno da hierarquia é a grande chave para a vitória da Luz e da humanidade. Mas quando o Cristo afirmou "quem não está comigo está contra mim", ele não estava necessariamente intimando a ninguém, apenas revelando uma realidade presente. Por força das circunstâncias, o Bem e o Mal terminam se aproximando numa linha única, onde se torna até difícil discernir quem é quem. Por isto o mais seguro é se procurar afastar desta linha central, para não correr o risco de ser tentado a pular para o outro lado, pois em caso de provações poderão surgir tentações irresistíveis à alma vacilante.

Apenas quando a humanidade aprender a aliar-se solidamente com a Hierarquia de Luz, confessando-a e servindo-a abertamente, é que ela poderá afastar o sofrimento dos seus horizontes. As Grandes Guerras travadas no século XX são um dos sinais de que os acontecimentos são doravantes realmente mundiais, e que o risco do Império do Mal dominando a Terra não representa nenhuma quimera -devemos aliás abrir os olhos: em que medida isto já não acontece em nosso dias? Felizmente nos livramos do Nazismo, mas o que tem surgido no seu lugar? Nada que garanta ser algo realmente distinto, porque ainda materialista e ideológico.

Os Amantes da Vida e da Liberdade devem se mobilizar para que o mundo não sucumba ao caos e às trevas, as quais todas as gerações do século XX tem podido conhecer com profundidade, inclusive dentro das várias "revoluções" nele ocorridas. Nunca tanto sangue foi derramado na Terra, e às vezes por nada...

Todas as potentes forças que se manifestam hoje são expressões da natureza de síntese e de poder dos tempos vindouros. Para manifestar a energia necessária são dados os Caminhos da Luz, como o prometido Batismo de Fogo, posto que os novos tempos serão inaugurados pela iluminação coletiva ou, na pior das hipóteses, por uma série de conflagrações destrutivas de ordens variadas, entre elas o terrorismo, de Estado ou não.

Para remediar isto, os povos devem outorgar todo o poder ao Grande Maestro e seus Representantes leais. O número 5 expressa inexorável movimento e dinamismo, e a direção em que a cruz irá girar depende unicamente da atitude de cada um. Podemos dizer que a luz não deverá impôr-se acima do livre-arbítrio, mas esta é apenas uma de suas características. O homem da nova ronda deve aprender a empregar corretamente a sua liberdade, porque o livre-arbítrio é um dom humano, e as humanidades da nova ronda serão mais que humanas, posto serem representantes de raças espirituais. Nos tempos vindouros, os efeitos do mau uso da liberdade serão catastróficos, acarretando na sua perda a um grau terrível, seja pela enfermidade, pela fome, pela escravidão ou por outros meios.

Como símbolo da Vª Ronda, podemos eleger o pentagrama ou a suástica, sendo esta última mais expressiva ao denotar o "movimento" ou o dinamismo que o princípio centralizador da quintessência (símbolo da Hierarquia) confere às energias materiais (leia-se castas e raças). Trata-se de um símbolo muito antigo e insubstituível; sua formas e cânones devem ser preservadas, tal como se apresentam no Oriente e em outras partes do mundo. Sabemos hoje que a Via Láctea tem a forma de uma grande suástica (ver Revista Órion n° 9), podendo servir de mandala científica, o que constitui referência importante para esta raça e para toda a cultura niversal e planetária da ronda futura, ao possibilitar a unificação do físico e do espiritual, como é próprio da sabedoria da quintessência.

A NATUREZA NA QUINTA RONDA: "O ALÉM DO HOMEM"

A Quinta Ronda representará um grande salto na evolução do mundo. Podemos ter paralelos deste acontecimento num nível menor, seja no microcosmos humano ou no mesocosmos racial.

No primeiro, trata-se do advento do homem-espiritual (ou do "além-do-homem" de certos filósofos de séculos recentes, como Nietszche), um ser cuja estado de consciência supere até mesmo o grau de iluminação elementar que é o 4° grau (característico da nova raça-raiz) que, apesar de proporcionar a primeira iluminação, mantém todavia o indivíduo na esfera material ou elemental (no caso, o do elemento fogo), representando ainda limitações físicas. Trata-se do supremo grau humano, mas a condição humana é cosmicamente intermediária e, assim, também oscilante. Para existir uma libertação efetiva, é preciso que tenha início o Sendeiro de Retorno, o que somente acontece a partir do 5° grau. E isto apenas os mestres conhecem na presente ronda.

Neste momento, o iniciado centraliza-se de fato e passa a captar energias da Mente divina, o Plano Átmico, verdadeira sede do Eu Superior unificado, onde a Mônada (composta por atma-budi-manas) expressa o seu aspecto de poder e ciência divina, através do aspecto átmico ou mental-superior. Apenas com a chegada à energia da Quintessência e pelo conhecimento do éter, ocorre a transcendência da condição humana, gerando um foco central ou solar.

Logo temos a questão racial. A Raça Atlante desenvolveu tanto a religião porque a Hierarquia estava no seu quarto grau, o do Sacrifício (ou do Sacerdócio), dando origem à primeira verdadeira Civilização da Quarta Ronda, senão a sua Civilização-modelo. Mas desde o ponto de vista áryo que a sucedeu, a civilização atlante tinha grandes limitações e representava algo primitivo, verdadeira "pré-história" como ficou subentendido. Como não havia uma condição solar e central -não existiam as cidades-Estado-, os povos eram regidos apenas pelos sacerdotes e não por reis verdadeiros. Portanto inexistiam cidades e impérios, e a arquitetura era efêmera e meramente utilitária. A religião naturalista impunha um modo de vida tribal e de relações entre clãs; os movimentos culturais, as religiões e a consciência grupal se limitavam a nível de países ou de nações. A tecnologia era primitiva e se limitava às armas e à agricultura.

Tudo isto mudou radicalmente com a civilização árya, que acrescentou uma nova nota à cultura humana: o ideal "solar" de centro. Com isto surgiram os reis sagrados, as cidades-estados e os impérios, os calendários, as religiões solares (culto ao fogo e ao Rei ou à Hierarquia), a escrita, a arquitetura sólida, permanente e simbólica, a tecnologia superior e ainda muito mais em termos de ciência espiritual.

Este é um processo típico das mudanças atuais, e para transpôr este quadro à Nova Ronda, devemos pensar que aquilo que conhecemos hoje como civilização, é apenas um indício daquilo que realmente será no futuro. O ciclo áryo por exemplo, por maravilhoso que tenha sido, foi matizado pela energia desta IVª Ronda cósmica. A própria base da realeza estava no sacerdócio e não na verdadeira revelação do saber, que se manteve quase apenas a nível dos ideais ou dos mitos (e das profecias). Por esta razão, a base do poder nesta Ronda tem sido a compaixão, como demonstram as instituições Papal e dos Dalai Lamas. Se pensarmos na lógica de que a civilização mais forte e característica desta ronda foi a Atlante, teremos uma idéia de suas limitações. A própria nova raça, embora superior e conclusiva desta Ronda, se extinguirá rapidamente, porque o Relógio Cósmico determina uma mudança a médio prazo, podendo pelo menos definir o seu início áureo, o que em sí é positivo. O resto estará matizado pela energia da Ronda futura: uma segurança de melhoria de padrões.

A mudança de ronda representa porém muito mais que uma transformação religiosa ou racial, mas a mudança de toda uma base de consciência. Não é preciso dizer que unicamente o homem formado e completo servirá de base para o super-homem vindouro. Por isto este processo não pode ser apressado, como se chegou a tentar fazer em data ainda algo recente, sob bases falsas, levando o planeta à maior de suas conflagrações.

ASPECTOS CÍCLICOS & SIMBÓLICOS

Assim, se a IVª Ronda foi a do sacerdócio lunar e do culto interior, a Vª Ronda será a da realeza solar e da ciência iluminada. Daí a ênfase atual da Hierarquia nos temas do Estado solar e da Astrologia para abrir cosmicamente os caminhos futuros. Na nova Ronda tudo estará fundamentado no conhecimento e na revelação. O mandala é o seu grande símbolo, e o seu emblema geométrico é o dodecaedro, associado por Platão à quintessência e tido como o mais sagrado dos sólidos regulares. Esta é uma das explicações para as profecias enfatizarem tanto o valor 12. O valor 60 da Quinta Ronda (o 12x5 aplicável ao dodecaedro), também caracteriza o calendário Joviano (Júpiter) tradicional como o chinês, cabendo ser adotado mundialmente.

Através do dodecaedro se insere a profecia da Jerusalém celeste e suas doze portas, imagem do zodíaco aplicado em muitos níveis. A energia da quintessência possui direto vínculo com a estrutura zodiacal, daí todo Adepto ser um astrólogo nato. Com isto nem é preciso dizer da importância que terá a Astrologia na nova ronda, cuja base será a do próprio adeptado, permitindo a revivescência e a ampliação do papel central que teve durante toda a civilização árya, onde foi a própria base estrutural das instuitições; competindo unicamente com a importância cósmica do sacerdócio nesta ronda -o que resultaria em certa rivalidade entre ciência e religião, hoje prestes a desaparecer uma vez mais, graças à nova ascensão da mentalidade humana e pelas realizações-revelações da hierarquia, norteando os paradigmas de uma nova civilização.

O quinto momento cíclico representa o início do Sendeiro de Retorno, quando a espiritualidade começa a dominar sobre a materialidade, após o equilíbrio alcançado na quarta etapa. Desde o ângulo das iniciações humanas, o registro das Rondas ocorre no sentido ascendente, de modo que a energia da Vª Ronda corresponde ao 5° Plano, ou seja, o Átmico cósmico, expressando a natureza da Mente divina. Como afirmou Bailey, já houveram quatro Rondas, de modo que a evolução da materialidade (e também da humanidade) chega agora ao seu fim.

No registro hierárquico dos sistemas solares, a nova Ronda corresponde ao 3° Plano descendente ou ao 3° Raio, que é um Raio-Maior (ou de Aspecto divino). Trata-se do Raio de Inteligência-e-Atividade, associado ao Espírito Santo e ao planeta Mercúrio. Está também vinculado à Astrologia e à Iniciação da Revelação que, nos distintos Sistemas tríplices de evolução, corresponde ao 5° grau planetário, que é também o 3° grau solar e o 1° grau siríaco.

Hierarquicamene falando, representa também o 1° Sistema Solar no registro iniciado com o 3° Sistema (da mesma forma como a contagem das raças "verdadeiras" iniciam na 3ª raça-raiz), de cor vermelha e associado ao 1° Aspecto divino, conforme Alice A. Bailey em Cartas Sobre Meditação Ocultista, que também demonstra o vínculo especial entre o 5° grau e o 1° Raio em Os Raios e as Iniciações. Entende-se por isto que Leão (5° signo) é regido pelo Sol (1° Raio). Daí se dizer que o Kalki Avatar virá de Shambala e que o Cristo retornará "no trono do Pai". Trata-se do mesmo Quinto Buda cósmico (ou Adi-Buda) esperado pelos budistas, Maitreya, e o Cristo Pantocrator dos ortodoxos.

Astrologicamente, assim como a Quarta Ronda se relaciona à Ursa Maior, a Quinta Ronda está associada à Sirius, sede da Loja Branca e do 5° Logos solar (ver adiante). Um dos símbolos da quintessência é o do pentragrama, considerado de natureza solar porque representa um mandala irradiante ou centralizado. O registro ambivalente inclui a 3ª e a 5ª posições nas esferas solares, de modo que em termos gerais se trata de um ciclo de natureza mental. Assim, devemos também considerar as energia do 3° plano solar e do 5° raio, Mente-Concreção (tal ambivalência é ainda reforçada pela correlação entre hierarquia e humanidade, sempre separadas por duas posições espirituais, como na exclusão do registro duas primeiras raças -ver adiante).

A "MEIA-NOITE DOS TEMPOS": O "JUIZO FINAL"

Seguindo na atual evolução espiritual, a Quinta Ronda teria como fórmula 7:5, trazendo como plano "hierárquico" a 7ª Iniciação e como plano "humano" a 5ª Iniciação. Na verdade isto acarreta um paradoxo, porque estes graus superam a natureza dos reinos mencionados. Como isto é impossível, acontece uma grande ruptura, na forma de um Juízo Final. Ou seja: está decretada a Meia-Noite dos Tempos no Relógio Cósmico.

Assim, seguindo esta lógica, a etapa humana de evolução terá sido deixada atrás, adentrando já nos quadros hierárquicos, enquanto que a própria Hierarquia estará identificada à Shambala. Pois o 5° grau supera a condição humana como tal, da mesma forma como o 7° grau representa já um grau avatárico. Isto significa que Shambala permanecerá manifestada na Terra, da mesma forma como a Hierarquia permanece no planeta desde a Terceira Ronda (ou do 1° Sistema Solar). Será pois esta já uma Ronda divina e o planeta se tornará uma estrela sagrada.

No plano racial será preciso ultrapassar a etapa humana de consciência, e isto apenas pode ser feito vivendo na plenitude a condição humana. Por isto Maitreya vem trazer a perfeição do homem e anunciar aquilo que está além do homem. Vem também trazer a perfeição da Hierarquia e até de Shambala. Com a chegada da Quinta Ronda, o nosso chamado "deus imperfeito" superará as suas limitações, tal como a hierarquia também realizou o seu aperfeiçoamento ao chegar ao seu quinto grau na raça árya. A nova Ronda, lembremo-nos, será uma projeção cósmica desta raça.

Assim como o reino animal "dorme" ou é estático nesta Quarta Ronda, no futuro a humanidade seguirá surgindo no planeta apenas como uma base material, mas sem possibilidade evolutiva. A Hierarquia deixará de trabalhar com ela ("sacerdócio"), como deixou de trabalhar com os animais ("xamanismo") na ronda anterior. A porta para a evolução humana será fechada, assim como a porta para evolução animal foi cerrada no início desta ronda (que agora termina) -ou seja"; não é por acaso que o Buda dizia ser rara (e provisória) a encarnação humana. A humanidade não será mais considerada como um reino dinâmico em evolução, e nem representará mais um Centro "sagrado", permanecendo apenas a Hierarquia e Shambala como tal. Mas isto apenas acontecerá depois que um número razoável de seres humanos conquistem a iluminação, como está previsto acontecer na próxima raça-raiz.

Este foi portanto o Ciclo Adâmico, da manifestação da Imagem divina, preparando a chegada do Mundo Divino. E assim como nesta Ronda todos os reinos (mesmo os superiores) serviram à humanidade, na Ronda futura todos os reinos servirão à Hierarquia. Entende-se daí que a Loja Negra deseje apressar e deformar este processo, donde ser vital para a humanidade se vincular estreitamente com a Hierarquia de Luz. Durante todo o ciclo racial vindouro, a humanidade deverá se esforçar ao máximo para cumprir o seu plano divino e assim se preparar para ascender. A condição humana se esforçará para solarizar-se superiormente, visando alcançar a quintessência ou a maestria, a fim de adquirir um status evolutivo e angariar a proteção superior. Astrologicamente, Mercúrio é o 5° globo da cadeia terrestre e Marte o 3°. Para Marte irão os retardatários da Terra, e para Mercúrio os espíritos mais avançados.

Existirá portanto uma nova grande energia na base da futura evolução cósmica. Esta energia será de natureza mental, e terá como raios dominantes o 3° Raio e o 5° Raio, mas também o 1° Raio solar de Poder-e-Vontade (e em parte o 7° Raio). Com isto, Política e Ocultismo virão ao primeiro plano, cosmicamente falando, e tudo o que se desenvolver e relizar será em torno destas questões. Será um salto muito grande, estupendo mesmo, que podemos comparar com a relação existente entre a 4ª Raça-Raiz e a 5ª Raça-Raiz da Quarta Ronda, guardadas as devidas proporções e outras diferenças.

Desde o ângulo da evolução das raças (e das rondas), o verdadeiro "elemento" na Era de Aquário não é o Ar, mas o Éter. A Era de Aquário coincide com este momento cósmico de transição dentro das Idades do Mundo, iniciado na "Idade do Diamante" (Vajra Yuga) que teve início no começo do Século XX e terminará dentro de um século: a etapa central, que é a atual, é a da chegada da Hierarquia. O século vindouro será o da sua manifestação ativa. A Nova Era deverá representar a conclusão da evolução humana, e será ao mesmo tempo uma preparação para a sua superação como reino em evolução.

Outrossim, também devemos considerar que a nova Ronda inicia agora, uma vez que a chegada de Maitreya é iminente. De fato, devemos ver todo o período atual como de transição, também a nível cósmico, o que pode envolver até dois mil anos. Situamos-nos hoje no meio deste período, igualmente, após um milênio de preparação para a chegada do novo trinômio Raça-Hierarquia-Shambala na chamado Grande Idade do Diamante (Maha Vajra Yuga), seguido por outro milênio de atuação organizativa e executiva. Podemos definir estes períodos análogos nos termos das três modalidades ou "níveis" de conjunções de Júpiter-Saturno, chamados pelos antigos de cronocratores ("demarcadores do tempo"):

..... NÍVEL ............. COSMOS .......... CICLOS ........ CONJUNÇÕES

a. Individual .... microcosmos ..... 20 anos ...... mínimas ou especiais.

b. Coletivo ....... mesocosmos ..... 200 anos ..... médias ou triangulares.

c. Planetário ... macrocosmos ..... 2000 anos ... máximas ou climatéricas.

No caso da última, devemos considerar o ciclo em termos duplos, ao modo da doutrina do Manvantara, cujos períodos transição correspondem a 20% dos ciclos das yugas, de modo que 10% pertencem ao ciclo terminal e outros 10% ao ciclo inicial.

Tecnicamente, estes períodos crepusculares correspondem à diferença existente entre os padrões astronômicos e astrológicos análogos de tempo. Além disto, existe uma clássica relativização do que seja o início de ciclo dentro do Zodíaco. Deste modo, ao contrário do que aconteceu na época de Jesus, o que temos hoje é a demarcação de uma ronda interna, mais esotérica ou espiritual (ver algo sobre o tema das rondas internas no Tratado Sobre Foco Cósmico, A. Bailey).

Assim, devido ao processo de transição cósmica, todo o próximo milênio será de certo modo um interstício cósmico, recebendo uma conotação particularmente espiritual. Depois dele haverá um período menor de trevas (como está sugerido no Apocalipse 20, 3), e após isto iniciará realmente a nova Ronda. Nestas etapas de transição, se dará a acomodação entre as energias finais e relativamente perfeitas da Quarta Ronda "poente", com as energias iniciais e de certa forma imperfeitas da Quinta Ronda "nascente". Daí a mistura entre psiquismo avançado e intelectualismo cósmico que já é possível observar hoje.

O momento atual é aquele no qual se deverá preparar a humanidade para suas futuras formas de organização. O naturalismo cósmico da nova raça trará as bases subjetivas de transcendência necessárias para a chegada de uma humanidade intelectualmente superior. Como no símbolo do Aguador vertendo a sabedoria, o conhecimento será fartamente distribuído, e as instituições serão solidamente aperfeiçoadas, trazendo as bases positivas para a nova Ordem cósmico-planetária.

FUNDAMENTOS DA NOVA RONDA: A RAÇA MATRIZ

Para conhecer as bases das novas energias cósmicas, devemos identificar os ciclos que as fundamentam dentro da Ronda atual. Um deles são as chamadas "raças-matrizes", também chamadas raças-sementes. Os ciclos-sementes são expressões culturais que lançam raízes no tempo e no espaço para uma futura semeadura maior, seguindo o princípio das energias e das estruturas análogas.

As raças são expressões de energias cíclicas, variantes de uma estrutura original com ênfase em aspectos distintos. Como vimos, a "estrutura" da Quinta Ronda está representada por símbolos como o pentagrama, o pentágono, a suástica, o quincúncio, o dodecaedro, etc, sendo eles próprios às vezes símbolos destas variantes.

Ao analisar a natureza da energia universal da Vª Ronda, devemos indagar sobre a sua natureza real em termos de raios e planos. Disto depende conhecer as raças-matrizes da nova ronda. Como sabemos, uma raça-raiz é gerada a partir da sub-raça numericamente análoga da raça-raiz anterior. Assim, a 5ª raça-raiz nasceu da semeadura realizada pela 5ª sub-raça da 4ª raça-raiz.

De forma semelhante ocorre o surgimento de todo os outros ciclos, sejam ashrams ou rondas. No novo Ashram racial, que é a IVª Dinastia espiritual de Shambala (não confundir com a própria dinastia divina-shambaliana, que é a Ordem de Melquisedec), suas bases foram plantadas na 4ª sub-raça árya, que foi a cultura celta. Daí a ênfase nesta cultura em nossos dias, quando a magia e a filosofia céltica dominam a cultura na Nova Era, com seus aspectos lunar (Graal, Sacerdócio, Merlim, Avalon) e solar (Excalibur, Estado, Arthur, Camelot).

Assim, como base cósmica e raça-semente, dentre a raça Lemuriana (3ª Raça-Raiz) e a raça Árya (5ª Raça-Raiz), devemos optar pela última, porque se trata da analogia com o vindouro Terceiro Sistema Solar, tal como a raça árya foi o terceiro Ashram da Hierarquia. No registro espiritual sempre se abstrai os dois primeiros ciclos humanos, porque não expressam nenhuma energia de síntese e nem são alcançados pelas energias divinas, cujo desdobramento se resume a atma-budhi-manas.

Será assim a raça árya como um todo a grande matriz da nova Ronda. E neste caso, podemos ver nas ocorrências desta raça elementos a serem projetados no futuro cósmico. Podemos ver seus ciclos como modelos para os ciclos maiores da nova ronda, e associar, por exemplo, a 1ª sub-raça árya à 1ª raça-raiz futura, e assim por diante.

Teremos então a revivescência dos mistérios do Egito, da China e da Índia na abertura desta Quinta Ronda, de início ainda matizados pela cultura de base "atlante" ou quaternária.

Tendo em vista a energia mental dominante, destacaremos porém como básica e seminal dentro da raça árya, também por razões estruturais ("se as raças evoluem no sentido descendente, as sub-raças evoluem no sentido ascendente") não tanto a quinta sub-raça ou germânica, mas a terceira sub-raça que foi a persa. O culto à luz ou ao fogo (também como o formulado por Morya no seu ensinamento da Agni Ioga, cf. Helena Roerich), e o enfoque da dualidade e do Bem e do Mal (como a batalha maniqueísta e essênia da luz e das trevas, um tema original na Bíblia, desde os dias do Paraíso), são características da religião persa ou zoroastrina, como, de resto de toda a cultura árya.

Naturalmente, sobretudo em seu aspecto mais material ou humano, este dharma coexiste com a influência da cultura gerânica. Não por acaso o grande filósofo-poeta Nietzsche, arauto do super-homem, deu atenção especial ao profeta de Ahura Mazda (apesar de sua obra Assim Falou Zaratustra ser uma evidente "releitura" pessoal da filosofia do profeta persa).

Na seqüência, descrevemos a natureza e a função de cada sub-raça árya nos ciclos futuros, sempre que houver.

A 5ª Raça-Raiz: "semente" da Vª Ronda

1ª Sub-Raça: Hindu (Caldaica-Egípcia) (introdução)

2ª Sub-Raça: Chinesa (introdução)

3ª Sub-Raça: Persa (-Hebraica) (principal)

4ª Sub-Raça: Celta (-Olmeca) (semente-Ashram)

5ª Sub-Raça: Germânica (-Islâmica) (secundária)

6ª Sub-Raça: Norte-Americana (transição) (semente-Raça)

7ª Sub-Raça: Sul-Americana (transição) [semente-Era]

Ou seja. As duas primeiras sub-raças não participam da dinâmica cíclica posterior, mas da própria raça-raiz, integrando a sua Idade de Ouro. A 3ª sub-raça é espiritualmente (hierarquia) a mais característica da 5ª Raça-raiz. A 4ª sub-raça fornece bases espirituais para o ashram da futura e 6ª raça-raiz. A 5ª sub-raça é materialmente (humanidade) a mais característica da 5ª Raça-raiz. A 6ª sub-raça fornece bases materiais para o humanidade da futura e 6ª raça-raiz. E a 7ª sub-raça fornece incidentalmente bases para a Nova Era. As duas últimas são de transição (ou "sintetizantes", no dizer do Tibetano).

Por isto a raça árya se revela tão dinâmica e poderosa: ele detém em boa parte as grandes chaves do futuro da terra. A ronda futura foi intuída pelo filósofo Nietzsche (ao dizer que "o homem é a ponte entre o menos que o homem e o além do homem") e outros expoentes desta cultura que, de um modo ou de outro, torna-se profética, dada a similaridade estrutural com o grande ciclo vindouro.

OS DOIS PENTAGRAMAS

Como os novos trabalhos são realizados desde o ângulo do Novo Mundo, certo materialismo racial deverá ser imediatamente deixado de lado. O racismo é uma atitude formal e materialista, que não tem qualquer espaço nos novos ciclos mundiais, agora que todas as raças se acham materialmente configuradas.

A questão do enfoque material do pentagrama pode ser visto do ângulo dos planos envolvidos através da energia hierárquica e humana, material ou espiritual. A abordagem espiritual/hierárquica é simbolizada pelo pentagrama com uma ponta voltado para cima -fazendo inclusive uma imagem do homem, em sua posição em pé. E a abordagem material/humana é simbolizada pelo pentagrama com uma ponta voltado para baixo, na imagem do homem involutivo voltado para baixo.


Como se observa na imagem acima, no triângulo superior predomina a vontade, e no triângulo inferior predomina o poder. O pentagrama positivo (+) tem sua base no plano mental (3° plano) e o seu centro no plano espiritual (5° plano), ao passo que o pentagrama negativo (-) tem sua base no plano físico (1° plano) e o seu centro no plano mental. Este é pois o universo de cada estrela. Ambos tem em comum os três planos centrais ou a Tríade Espiritual ou atma-budhi-manas, que representam as emanações da Mônada. À estrela branca faltariam bases, e à estrela negra faltaria teto. Devem portanto se complementar de algum modo.

Assim, no primeiro caso (pentagrama solar) temos uma centralização espiritual (e mental-superior), e não existe contato com os planos mais densos, que são o físico e o emocional (os quais não são considerados como planos verdadeiros e "permanentes"); a não ser incidentalmente, como no caso dos Mestres e Avatares, que são mensageiros do dharma. Isto significa que o homem perfeito "caminha sobre as águas", ou acima do plano astral. A isto se refere o Apocalipse ao dizer que no Milênio sagrado "o primeiro céu e a primeira terra se foram, e já não haverá mar". Pode-se aqui inclusive receber energias divinas vindas dos planos supremos.

E no segundo caso (pentagrama lunar) temos uma centralização material (e mental-inferior). A base é toda ela material e humana, podendo-se captar certas energias intuitivas e espirituais, mas jamais energias de nível divino, "a não ser incidentalmente" e de forma indireta, como no caso de certos "Avatares-do-Mal", como são por vezes chamadas estas manifestações do carma racial, expressão que é no entanto incorreta, porque por definição um Avatar é um iniciado da esfera de Shambala.

E na verdade, nem sempre as duas estrelas representam "Bem e Mal" em termos simples ou absolutos. Numa acepção política ela também representam monarquia e república. Ambas deveriam andar unidas, numa fórmula de síntese, e atuar cada qual no seu plano em favor de um Todo. O Sendeiro de Retorno, que é a via dos Avatares (o termo significa "descenso"), é também uma luz negra e misteriosa. Talvez por algum tempo tais mestres inclusive fiquem sem seus cumes espirituais obscurecidos, o que os leva a dizerem na cruz: "Pai, porque me abandonaste?" No final até podem realizar uma síntese, pela via dos Bodhisatwas e além.

Porém, quando Hitler dizia que "o homem do futuro é mau", ele não estava realmente correto. Haverá com certeza muito poder no mundo, e as lutas entre o bem e o mal, ou entre a Loja Branca (que liberta e protege a humanidade) e a Loja Negra (que seduz e escraviza os homens), serão incomparáveis às existentes hoje, porque de âmbito mundial. Mas as duas estrelas, a branca ascendente e a negra descedente, sempre coexistiram, e aquilo que representou o mal durante a raça árya, certamente se perpetuará durante toda a ronda futura: não há como escapar da sombra da luz. Mas, quem disse que existe outro caminho? Mais ainda: quem pode dizer não ser este justamente o caminho? Há horas em que apenas a Hierarquia pode iluminar a senda.

Eis o que diz o mestre Morya, representante do 1° Raio e arauto da "tática adversa": "O Mestre e o inimigo são pedras angulares. (...) Nenhum movimento pode ser produzido sem tensão; portanto cada ensinamento progressivo necessita de inimigos e de um Mestre. É preciso manifestar a plena medida da ira para se sair renovado das chamas da raiva. Os nós do caminho não podem ser evitados, mas sabei que nenhuma tensão permanecerá sem utilidade. Se um eremita pode, com o seu pensamento, destruir uma fortaleza do mal, então a tensão que foi permitida pelos Poderes Superiores será como um aríete contra as forças hostis." (H. Roerich, Hierarquia - Signos de Agni Ioga, # 37)

Não há pois caminho a não ser como guerreiro. E muitas vezes o que faz o guerreiro vitorioso é a habilidade de identificar o inimigo. Este é também um dos grandes ensinamentos da cultura árya, que poderá até ser suavizado por certo tempo com a nova raça, de fundo matriarcal, com sua sociedade romântica e sua hierarquia angélica. Mas, nisto, servirá também como uma preparação para os tempos vindouros, como degrau para a chegada das novas energias cósmicas -o grande vórtice energético que tomará conta da terra num futuro não muito distante -, quando o conhecimento voltará a ser protegido e o poder objeto dos maiores cuidados e preparações.

Com a raça árya, a política e o Estado vieram para ficar. E desde alí, tudo o que se percebe nos horizontes é uma preparação para o grande Império do Mundo, do Bem ou do Mal: tudo depende da sociedade mundial. Assim, "a aventura está apenas começando", como se diria num filme qualquer para adolescentes, talvez inspirado nas realidades do mundo moderno, cuja dimensão globalizante é notória.

De uma forma relativa, a energia de Shambala está realmente "acima do bem e do mal" (outra proposta de Nietzsche, um simples "profeta-menor" humano). A verdadeira luta acontece a nível da hierarquia ou das Lojas. Shambala não participa diretamente deste conflito. A compreensão da importância de Shambala na disposição de novas energias no planeta é universal; aquilo que ela traz é desejado por todos. Apenas a forma como isto é tratado é que representa matéria de disputa, até porque as consequências incidem diretamente sobre a humanidade. Desde o ponto de vista de Shambala, a Loja Negra é um mero adversário. Para a Hierarquia sim, os Irmãos das Trevas são um inimigo. E, pior de tudo (até porque existe aqui a ilusão), desde o ângulo da Humanidade a Loja Negra é invariavelmente um opressor maligno e ativo.

A Loja Negra é uma hierarquia que não se preocupa com a humanidade e nem a serve, antes deseja dela se servir para os seus propósitos de poder -não que isto fique sempre evidente. Hoje, mais do que nunca, ela se disfarça através dos métodos da Loja Branca (meditação, cura, vegetarianismo, etc.). Por isto o mestre Morya sempre adverte a cada um sobre o cuidado de não se tornar um traidor. Também devemos lembrar o aviso do Apocalipse sobre a vinda de falsos profetas que simularão serem o próprio messias iludindo a muitos. A própria concepção malévola do "novo homem" de Hitler, é um enfoque inferior do poder e do 1° Raio, que é uma energia dificilmente concebível a nível de humanidade, pois nem está a ela diretamente destinada, tal como a humanidade atual tem dificuldades de conceber a energia severa do Deus-Pai, até porque ela, através do Deus-Espírito Santo, transita no polo oposto. Ambos mantém porém analogias mentais.

É porém diferente: no caso inferior não se alcança o aspecto qualitativo com que trabalha a Hierarquia, e no superior se supera estas energias psíquicas de alma ou de "coração". Podemos ver nas deidades iradas das mandalas tibetanas uma faceta desta energia suprema, mas isto não significa que tal ira seja materialmente destrutiva, pelo contrário, ela se rebela contra a falsidade. Por isto tais deidades também cumprem o papel de guardiães do dharma. Podemos pensar nos guerreiros sagrados e invocar novamente Morya quando diz que devemos aprender a ver a afirmação do sagrado não apenas nos santos, mas também nos mártires e nos heróis, enfim, aqueles que atuam diretamente junto ao mundo pela sua salvação. "Mártir" vem de Marte, tal como o martírio evoca Áries ou o Carneiro do sacríficio, signo regido por Marte, que é o símbolo universal do masculino. Retirar-se do mundo não é tão elevado: cabe também "atuar do mundo sem ser do mundo", ancorado pelas energias do Ser.

A cultura árya tinha, através da hierarquia, uma grande vocação filosófica e estruturalista (astrológica), graças à sua regência espiritual de Mercúrio (3° Raio). Mas, em termos materiais, também viu na guerra (através de seu sub-regente Marte) uma solução para os seus problemas, tal como proteger e expandir a civilização, de um lado, e preservar o espírito altivo (e através dele a virilidade masculina) de outro, duas coisas complementares mas nem sempre compatíveis, dado o caráter essencialmente urbano da civilização árya; cujas opções variavam entre a política, a filosofia, a ciência e a guerra.

Mas não é apenas isto: existe também, como síntese, a luta espiritual, a afirmação e a proteção do dharma, sob a guia dos profetas raciais, e para o quê o Mahabharata representou o modelo original, onde Krishna instruía seu discípulo Arjuna acerca de seus deveres. A raça árya foi aquela que instituiu a verdadeira maestria espiritual, sem a qual não existiria civilização nos moldes que conhecemos. No plano humano foi a vez da nobreza. A base era com certeza a luta interior para os iniciados, mas para os mundanos cabia por seu turno a luta externa, o que era comumente realizado pelos reis hindus (maharajas) de forma ritualizada.

O jogo de xadrez, de origem hindu, é uma herança destes movimentos bélicos formais; seu tabuleiro corresponde à vastu-mandala geográfica, o espaço sagrado a ser protegido ou ocupado. Através das disputas entre Estados rivais, toda a sociedade ficava mobilizada, como demonstra a presença das quatro castas ali representadas: os sacedotes através dos bispos, a nobreza guerreira através dos cavalos, os mercadores através das torres-depósitos e os proletários-servos através dos peões; o quadro era completado pela própria realeza, representada pelo casal rei-e-rainha. Tais guerras eram portanto um mixto de luta e entretimento, e estes Estados podiam se juntar entre si diante de um inimigo real, representado por outra raça ou por outra cultura.

Muito disto foi herdado pelo homem germânico, que não é todavia o único e talvez nem a principal referência do porvir. A raça árya-tardia confere um apecto menor e reduzido da nova energia; os verdadeiros protótipos do futuro surgem em sub-raças anteriores. Considerando, por exemplo, que as (sub-) raças obedecem a um registro descendente, devemos procurar antes os modelos mais antigos, como os hindus (não os drávidas antigos), os celtas (cf. Fabre d'Olivet e Saint Yves d'Alveydre) e persas. Estes sim seriam, com suas instituições, as verdadeiras sementes do homem do futuro. Os áryas revigoraram e atualizaram a cultura hindu, quando invadiram o norte da Índia no século XV a.C. (época que corresponde à ascensão da terceira sub-raça). Os celtas se caracterizaram por seu gênio artístico, própria de sua posição quaternária que às vezes lhes são atribuídas; embora os germânicos não lhes tenham ficado muito atrás, herdando tardiamente o vigôr desta raça, porém sob um foco mais naturalista dado o seu (sub-) raio científico.

SÍRIUS, O GRANDE SOL BRANCO

A Quinta Ronda será o Império da Luz ou da Treva? A resposta a esta pergunta ainda não foi dada, pois estamos na fase de transições entre as rondas. Digamos que tudo dará certo se forem dados os passos necessários e que a Terra ascenderá por fim. Teremos ultrapassado a encruzilhada da Quarta Ronda e a evolução cósmica andará "de vento em popa" doravante.

Então... se Sanat Kumara foi o Sacerdote Cósmico -ou, como era chamado, o "Sacrifício Eterno"-, Maitreya será o Mestre Cósmico ou, mesmo, o Imperador Divino. Numa outra acepção, Maitreya é o Astrólogo Cósmico e o Mestre Divino. O maior sábio do universo transpira Astrologia através de todo o seu iluminado saber. Como Manu racial, ele é também o Artista Sublime, etc. O novo Buda irradiará para a Terra uma Ordem Universal na qual todas as manifestações culturais dos povos tem o seu lugar. Como um grande libertador e iluminador, Ele atuará como um maestro na organização do mosaico histórico, representado de forma preciosa em cada raça existente no planeta, o palco onde cada uma tem a oportunidade de demonstrar as suas virtudes e características especiais.

O 5° grau espiritual é também denominado de iniciação siríaca, vinculada à Loja de Sirius, que é a estrela que está sob a égide da pentagrama. Astrologicamente é a sede e do Quinto Logos e da Loja Branca ou Azul - a cor azul pode ser considera a quinta do espectro cromático ou ambas associadas ao 1° Raio. Astronomicamente, trata-se da quinta estrela em distância da Terra e a primeira em grandeza. Esta equação que a coloca em direta relação com o signo de Leão, que é o quinto signo e regido pela esfera de 1° raio. E também se vincula diretamente com a nova ronda.

Sua iniciação confere a verdadeira maestria, também denominada em sânscrito Asekha ou não-discípulo. Alice A. Bailey define esta iniciação como "A Revelação", posto que nela o Adepto recebe o conhecimentos dos mecanismos cósmicos, as chaves internas das engrenagens da criação, seja material ou espiritual. Daí ser um grau associado à Astrologia, tal como o 4° grau se vincula à Cosmologia. Estas ciências cósmicas podem ser usados de muitas maneiras, para abrir as chaves do microcosmos, do mesocosmos e do macrocosmos, a depender da esfera de missão de um mestre. Os Adeptos dominam inteiramente a Astrologia e a Alquimia, os preceitos de Almas-Gêmeas, a Geometria, os Ritmos e os Ciclos (Alinhamentos, Elementos).

Assim, um dos pontos críticos será o conhecimento, requerendo o discernimento de cada pessoa. Viveka sempre foi uma das grandes bases da yoga, e numa Era de informações variadas como este, boas ou más, surgirá como a pedra-de-toque do caminhante. Naturalmente a humanidade também terá problemas especiais com a questão do poder, e as sucessivas raças aprimorarão suas formas de exercer a ordem social e planetária e de formar, controlar e identificar a legítima autoridade, seguindo a orientação insubstituível do Cristo: "que seja o maior de vós o maior servidor."

Segundo H. P. Blavatsky, Sírio estava na base de todas as religiões da Antiguidade (ver sobre a mitologia associada a esta estrela na Revista Órion n° 3). Com certeza a Estrela-Mãe fundamentava as astrologias egípcia e pré-colombiana; daí a natureza exótica de alguns destes calendários. E a estrela de cinco pontas, símbolo egípcio de Sírio, foi adotada como emblema do Estado pela monarquia e depois pela república, embora os dois sistemas correspondam, à formas inversas da estrela, por ser um espiritual e outro material. Até por isto, o pentagrama é também um os grandes símbolos da magia.

Se isto pode significar algo, diz o Tibetano existir na hierarquia um mestre chamado Sírio, e que o mestre Jesus, proposto para ser novamente o próximo Avatar ("o único a ocupar tal cargo em duas ocasiões", cf. A. Bailey em A Manifestação da Hierarquia), ocuparia atualmente "um corpo sírio" (Iniciação Humana e Solar, A. Bailey).

Tal como o "gigante" Órion (símbolo da Ronda atual), aponta para Sírio através de sua lança ou cinturão, formada pelas Três Marias ou, no Hemisfério Norte "masculino", pelos Três Reis Magos (ver Revista Órion n° 1), a raça árya (5ª Raça-Raiz) e sua dinastia sagrada (a 3ª de Shambala, daí o "Trismegisto" e o "Três Reis") aponta diretamente para a Quinta Ronda Mundial, para a qual serve de base. Por isto, mais que nunca, Sírio é a grande estrela-guia dos reis-magos.

LUZ, CIÊNCIA & PODER

Cada ciclo comporta luzes e sombras, que na verdade se trata de uma única questão direcionada de forma ambivalente. Neste aspecto, um dos aspectos mais complexos da Quinta Ronda será o de seu vínculo com o poder. O outro será a vocação científica. Da forma como esta duas coisas são trabalhadas e reunidas, depende tudo neste novo universo.

Na obra Os Raios e as Iniciações, o Tibetano vincula de uma forma especial o 1° Raio à 5ª iniciação, a qual será, naturalmente, o espectro evolutivo básico da ronda futura. Podemos ver objetivamente o vínculo destas energias através do símbolo de Leão, que é o 5° do Zodíaco, mas regido pelo Sol, que corresponde ao 1° Raio. Assim, os leoninos possuem Personalidade de 5° Raio e Alma de 1° Raio.

Esta é uma das razões pelas quais o novo Avatar cósmico é deste signo. Todo o Avatar deve encarnar a energia do ciclo à qual ele personifica e resume, como parte dos trabalhos de implantação desta energia no mundo.

O Adi-Buda Maitreya pertence a este signo (ver artigo "O Horóscopo Divino", na Revista Órion n° 8). A data de 15 de Agosto vela ainda por outros nascimentos famosos, como o de Napoleão Bonaparte e Sri Aurobindo Goshi, destacados gênios da política e do ocultismo. Nela se celebra a Assunção da Virgem, sendo ainda o Dia da Independência da Índia e do Paquistão. Próximo está o 13 de Agosto, que os maias registram como o nascimento do "V° Mundo" e que foi o natalício de H. P. Blavatsky, uma das maiores profetisas, pitonisas e iniciadas destes tempos, e também da "Tara Verde" de Maitreya.

Vejamos o significado tradicional deste que é na verdade um dos dias mais importantes do calendário sagrado (equinocial). Segundo Rudhyar, o grau 15 dos signos fixos está associado ao processo de descenso avatárico. Antes da reforma gregoriana este grau correspondia ao início dos meses vinculados aos signos fixos. Diz também Anne Chayet: "De acordo com uma tradição que remonta, segundo se diz, a Langdarma, o último soberano do Tibet, no décimo-quinto dia do quinto mês os deuses protetores desciam em todos os médiuns. Naquele dia, os oráculos, homens e mulheres, entravam em transe ao mesmo tempo em todas as regiões, enquanto a multidão apertava-se em seus templos." (em A Mulher no Tempo dos Dalai-Lamas, pg. 282, Papirus Editora, Campinas, SP, 1995.

Não é difícil vincular esta data excepcional ao 15° dia do signo de Leão, considerando o calendário equinocial e a correlação original entre signos e graus, hoje perdida no Ocidente após várias reformas descoordenadas.

Tal como a Vª Ronda, este Terceiro Sistema Solar foi associado à energia do 1° Raio - afinal ambos significam o mesmo. De modo que nisto temos uma indicação terciária. Suas base são pois luz (3° raio), ciência (5° raio) e poder (1° raio) -todos ímpares ou positivos. Podemos dizer, sem exageros, que a Quinta Ronda é a mandalização do mundo, a cosmificação (ou a organização) do tempo e do espaço de uma forma definitiva.

A BUSCA DA LEGITIMIDADE: A VERDADEIRA IMAGEM

Se o poder solar é uma das premissas deste ciclo, então tudo deve ser feito para que este poder seja legítimo. Até o ciclo áryo os povos não tinham o direito -e nem capacidade real para isto, dada sua condição espiritual - de se organizar em cidades e configurar Estados.

Mas com a chegada da energia solar (espiritual) trazendo o dom do mundo (como o da civilização), então os povos passaram a se reunir e a serem reunidos de uma forma cosmificada ou organizada. Ora, dentre estes processos houve meios de toda a qualificação, desde os mais aos menos legítimos. Naturalmente, foi sobretudo nos redutos mais sagrados que a legitimidade alcançou a sua maior expressão, através da fundação do Império solar. No seu entorno surgiram monarquias que quando muito poderiam esperar o aval do poder central, na medida em que atuavam em consonância com esta Vontade revelada. Foi o que ocorreu em função do Tibet em certo altura, sob os auspícios dos reis mongóis que difundiram o budismo por todo o Oriente.

A partir disto, suas populações também passam a se beneficiar da luz e estes reinos periféricos se transformam em pequenos cosmos, tal como os planetas em torno do sol central. Este é o caminho correto para a se alinhar à Verdade ou ao Centro, e não chega a representar uma falsificação da imagem sagrada. O verdadeiro Mal consiste no Império do Ego (ou da Serpente), de modo que ele não se contenta em ser um satélite. Por isto ele tenta usurpar o poder e imitar os seus preceitos.

O fenômeno do Nazismo foi uma grande revelação da atividade do Mal. A Loja Negra é organizada porque ambiciona o poder, sabendo que sem ordem não é possível o controle. Para isto, como vimos, ele se vale amplamente dos recursos formais presentes no próprio mundo, tal como a política e a economia, assim como de ordens secretas e dos meios jurídicos, além é claro dos meios armados e da propaganda. O Nazismo foi no entanto uma terrível falsificação da imagem do Império da Luz.

Não há dúvidas de que o futuro do mundo tem como esteio a idéia e de um império mundial, a menos que as nações se destruam e restem apenas tribos isoladas -o que seria um terrível retrocesso na evolução -embora possamos identificar o pralaya cósmico ao racial, onde prevalece uma atividade mais "anárquica". Mas se deve haver um Império mundial, que este seja legítimo e universal, que seja o império da unidade, da fraternidade e da liberdade, e não das trevas impostas sobre as nações a partir de idéias setorizadas e parciais. Para isto é preciso superar a luta de classes, como se faz presente nos anseios da civilização árya através do Estado central e solar (sempre que sujeito à vontade superior). E, doravante, também o racismo, como será uma das grandes marcas do nova sociedade "pós-racional" e "pós-nacional".

A grande luta que se apresenta é a da construção de um mundo unificado onde todas as partes sejam respeitadas como elementos vitais à harmonia do todo, e onde o amor seja a grande força amalgamadora, contra a pretensão de uma tirania planetária baseada no materialismo, na presunção, na violência e na hipocrisia.

Os líderes desta batalha serão de um lado os próprios hierarcas da luz, e do outro os representantes das forças do materialismo e do fanatismo, disfarçados é certo sob diversas formas. Várias características distinguirão estas duas frentes, ainda que as forças trevosas procurem, como sempre, imitar nas aparências, e na medida do possível , as forças luminosas, a fim de confundir as pessoas.

A "ASCENSÃO DA HIERARQUIA"

A nova situação mundial traz consigo uma ascensão generalizada de cargos espirituais. É claro que, com isto, muitos mestres surgirão, dispostos a se tornarem "dragões de sabedoria" e cumprir o Sendeiro de Serviço na Terra, agora que o grau de Chohan se tornou fisicamente regular e permanente.

No mesmo sentido, podemos dizer que os grandes Mestres desta raça retornarão com cargos mais elevados, para coordenar toda a ronda futura, sempre que eles confirmem a sua determinação de Serviço na Terra como geralmente têm feito. Os rishis ou chohans voltarão como bodhisatwas, e estes virão como budas. E conforme as várias funções dos rishis, os Apóstolos retornam como regentes sub-raciais.

No que se refere aos grandes Senhores, diria-se que o Senhor Krishna, o grande Avatar da 5ª raça-raiz, atuará agora como Maitreya, o Kalki Avatar. O Senhor Gautama (Mahavira), porém, será "liberado" para seguir seu destino cósmico (como já foi dito, ele teria optado por outro Sendeiro cósmico). E o Senhor Jesus (Quetzalcótl) prosseguirá então, conforme o anunciado, pois ele retorna agora numa função racial, além de tomar para um cargo cósmico como Maitreya, acumulando vários cargos nesta hora suprema de transformações do mundo, donde a tarefa múltipla e irisada do Cristo. Segundo o Tibetano (cf. Bailey em O Reaparecimeto do Cristo), o Cristo virá reunido ao "Avatar-de-Síntese" e do "Mestre-da-Paz"; mas o enfoque parece algo subjetivo, como uma espécie de Trindade. É preciso ter perfeitamente clara a verdadeira dimensão do Deus que virá: trata-se de uma figura absoluta e original, representando a força pura de Shambala, mas também a compaixão pelo vínculo racial e ainda a Natureza pela expressão da Nova Era. Daí reunir efetivamente três os aspectos.

Abaixo reunimos alguns ciclos analógicos passados e futuros e seus Avatares, trazendo algumas das chaves para o mistério da identificação entre Krishna, Maitreya e Jesus, sem entrar na questão de se tratar ou não da "mesma individualidade desenvolvida", como sugere Bailey, ou da simples "função analógica" defendida por Rudhyar:

Passado ................................................... Futuro

5ª Raça-Raiz (Krishna) .................................... 5ª Ronda (Maitreya)

6ª Era (Jesus) ............................ 6ª Raça-Raiz (Cristo Pantocrator)

Todos se reúnem hoje na figura-de-síntese do novo Avatar, que invoca tanto as energias do pentagrama ("Krishna" e "Gautama") cosmicamente, como as energias do exagrama ("Jesus") racialmente. O símbolo do Aguador traz, por sua vez, o jarro do Graal da Iluminação (4° ashram, 6ª Dinastia sagrada) nas mãos do ancião do Tempo, Saturno (7ª Era).

A Terra (ou a humanidade) está hoje no ocaso da sua Quarta Ronda, através da iniciação cósmica de seu "deus", chamado Sanat Kumara, tal como agora a chegada de Maitreya elevará o Planeta a um novo patamar cósmico. E tudo o que existir no mundo será a partir das energias por Ele dispostas.


* Revista Órion de Ciência Astrológica, nº 10, FEEU.
**O tema em questão possui especial importância para a Hierarquia hoje em manifestação, seja no seu aspecto grupal de rishis, seja pela difusão natural de seres de quintessência na nova raça-raiz.

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