A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Era Solar: uma nova visão sobre as Raças-raízes


Embora se trate de coisa pulsante ao longo de toda a História da humanidade, o tema das raças passou a representar uma idéia algo incômoda depois da Segunda Guerra Mundial, quando o interesse pelo assunto chegou a um ápice, após as divulgações da Teosofia.

Outra questão que perturba, é o “mistério” e a dificuldade de apreensão do assunto, ornado de afirmações exóticas e cercado de ciclos humanamente incompreensíveis, seguramente significando véus, porque ultrapassam toda a possibilidade humana de existência.

Pois tudo isto pode e deve acabar, através da retirada dos últimos véus sobre estes importantes assuntos, sumamente esclarecedores acerca da evolução da humanidade.

Alice A. Bailey deu um grande passo, quando começou a descrever a evolução das Lojas de Shambala, as Dinastias dos Mestres da Hierarquia, cujas realidades vinham sendo até então misturadas com as das raças e criando grandes confusões. De passagem, Bailey também menciona um ciclo chamado “Era solar”, com cinco mil anos. Uma seita indiana moderna, chamada Brahma Kumaris, emprega este ciclo sob o nome “Drama do Mundo”, contendo as Quatro Idades tradicionais. Os maias-nahuas tinham uma divisão semelhante, de nome “Sol” ou “Mundo”. E o Calendário Cronocrator da tradição européia, ostenta cinco divisões de milênios.

Vale dizer que o ciclo maia-nahua teve início em 3.113 a.C., e os hindus velam um registro sagrado muito semelhante, em 3.102 a.C., ocasião da morte de Krishna –e neste caso, se fala de começo de um Kali Yuga, quando na realidade seria o final de um “pequeno” Kali Yuga, como acontece atualmente. O Quinto Mundo dos maias-nahuas termina em 2.012, dando início ao Sexto Mundo. Assim, também podemos colar esta idéia diretamente à das raças-raízes da Teosofia, que também afirma a atual preparação para a chegada da Sexta Raça-raiz (usando a mesma proporção de tempo, o registro indiano teria a sua transição em 2.023).

A idéia “solar” se deve à base pentagramática do ciclo (que na verdade se projeta no Ano Cósmico, onde 5 x 5 mil anos = 25 mil anos), inspirando a cultura da quintessência, especialmente a noção do Império solar ou a unidade continental. Os continentes são, a princípio, o berço das diferentes raças-raízes, estando basicamente matizados por cores raciais. Mesmo quando existe uma miscigenação, a tendência é, por isto mesmo, definir um novo tônus racial uniforme, também em termos de cor.

Com tudo isto, já caem por terra muitos tabus e mitos sobre este assunto. Resta notar ainda, o aspecto realmente profundo do tema que, como vimos acima, se mistura com as Lojas dos Mestres. Neste caso, a Era solar seria um ciclo que abrange indistintamente, os ciclos das Lojas (Ashrams) da Hierarquia, e também os ciclos das raças-raízes. Mesmo as sub-raças internas (7 x 700 anos), teriam sub-lojas espirituais diretamente acopladas a elas, como sugere o ritmo de aparições divinas ou semi-divinas sob esta pauta de tempo. Ao mesmo tempo, existe a divisão das Quatro Idades do Mundo, que comporta uma natureza social, e determina sub-ciclos importantes de 500 anos (como em Daniel 9,24, com as suas “setenta semanas de anos” depreendida dos mistérios babilônicos), chamados de ciclos-Fênix, Pachacuti, etc., por vezes reunidos em três no ciclo sótico (“a Grande Fênix”) de 1.460 anos, também com certa relação com as Idades do Mundo.

“Raça” é, acima de tudo o mais, um conceito que visa classificar os ciclos da evolução da humanidade, dentro de um plano de progressiva ascensão, e ao mesmo tempo internamente cíclica, sujeita ao esplendor e à decadência como qualquer outro organismo vivo. Raça-raiz é, por definição, “uma sociedade orientada ao nível da alma” (cf. Bailey) e dirigida pelos Mestres de Sabedoria, sob a coordenação do Governo Paralelo do Mundo, emanado pelas sucessivas Lojas raciais de Shambala. Graças a esta supervisão superior, é que a humanidade tem podido evoluir, sair da sua pré-história, aprender a agricultura, o comércio, a religião e a ciência -enfim, conhecer a Civilização.

Nesta acepção, a Civilização é uma Ordem superior que busca coordenar raças, modelos culturais, religiões e classes sociais, na medida em que a própria humanidade desenvolva estes elementos, visando a evolução espiritual da humanidade e a sua oportuna auto-superação como reino-em-evolução, a fim de colocar a Terra num outro patamar de coisas.

Podemos até estranhar que tal coisa não suceda tão notavelmente em nossos dias, sujeitando o assunto ao ceticismo de muitos. Ocorre, porém, que estes ciclos raciais convivem com o das Idades internas. Durante a segunda metade do ciclo solar, sob as Idades de Bronze e de Ferro, existe um afastamento de Deus e da unidade, então a Hierarquia já não atua assim tão próxima das sociedades humanas. Diz-se por vezes que ela “se retira do mundo” ou vai para os “mundos internos”. De fato, ela pode passar a atuar mais ou menos como faziam os iniciados antes das raças evolutivas, afastadas dos seres humanos, mas também pode agir mais na forma angelical ou espiritual. Ou seja, sempre buscando o mínimo de contato com a humanidade, mas sem jamais abandoná-la, porque de uma forma ou de outra, a simples presença das Lojas na Terra, é capital para a existência humana, já que aquilo que delas emanada regularmente já significa muito para a energia global. Citemos uma passagem sobre o assunto:

"Os Instrutores da Humanidade que se reúnem, podem muito bem fazer funcionar sua Assembléia em regiões diferentes sucessivamente. O Conselho dos Anciãos deve reunir-se, em principio, no lugar do epicentro eletro-magnético do planeta, mas sabemos também que os raios dinâmico-telúricos, variam em sua direção de ondas segundo as épocas.

"É na Agharta que se reúne o Conclave Supremo da Direção Espiritual Mundial, mas é necessário entender por isto que quando e onde o Conclave se reúne: ali é a Agharta.

"O Grande Esplendor é muito mais um estado dos Sublimes Chefes da Instrução Mundial, do que um território ou um agrupamento de comitê. De fato, é una ‘permanência’, posto que os ‘Maestros’ estão ligados estreitamente, como as funções do mesmo atributo. Neste sentido também, que é necessário, sem dúvida, compreender a significação que os Antigos davam a Hermes Trimegisto." (Propósitos Psicológicos, T I pág. 170 y 171). Serge R. de la Ferrière)

Diz-se então que tudo isto teve início em meados da raça lemuriana, com a chegada de Shambala e do “rei do mundo” Sanat Kumara, “há 18 milhões de anos atrás”, segundo Alice A. Bailey, mas na verdade, há cerca de 13 mil anos atrás. Neste caso, outro ciclo que cabe conhecer aqui, é o ciclo hindu do manvantara, também dotado de quatro Yugas ou Idades, no qual se emprega duas fórmulas cronológicas completas paralelas, uma de 4.320.000 mil anos, e outra de “somente” 12 mil anos (tocando supostamente outro tanto ao pralaya, a contraparte do manvantara). Esta última é a que deve ser sempre usada para fins “científicos”, confluindo com muitas tradições que empregam o Grande Ano de Platão de 26 mil anos.
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Da obra “A Espiral do Tempo”, LAWS, Ed. Agartha.

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As Idades do Mundo - uma Tradição universal

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